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quarta-feira, 16 de março de 2016

QUAL A MISSÃO DO PEDAGOGO E SUA IMPORTÂNCIA



O PEDAGOGO

Pedagogo é o profissional formado em Pedagogia, o qual atua em processos pedagógicos, e também educativos ou seja, processos relacionados com o ensino. Ele pode atuar inclusive em empresas, desenvolvendo projetos educativos. Trata-se de um indivíduo preparado para desenvolver um trabalho de educação com qualidade de acordo com todo o conhecimento que o mesmo adquiriu em sua faculdade e em cursos, levando sempre em consideração a legislação vigente. O trabalho do pedagogo está intimamente relacionado com o do professor, operacionalizando projetos, métodos e sistemas pedagógicos das instituições escolares, visando o desenvolvimento do processo de aprendizagem, assim como, identificando as dificuldades dos indivíduos, desenvolvendo práticas e didáticas pedagógicas, sempre mantendo um nível elevado de conteúdo educacional.

FUNÇÕES E ÁREAS DE ATUAÇÃO DO PEDAGOGO

Para que o pedagogo exerça de forma satisfatória as suas funções, ele deverá trabalhar de maneira determinada, para que possa identificar a realidade de cada problema, solucionando-o de forma favorável, conseguindo assim resultados que auxiliem de forma eficiente o corpo docente. De acordo com o desenvolvimento de seu trabalho podemos salientar algumas funções, como seguem:
1) desenvolver projetos educacionais de modo a contribuir com a profissionalização e crescimento dos educadores.
2) liderar em sistemas educacionais, em níveis de coordenação, supervisão ou ensino.
3) implementar, planejar, e acompanhar a qualidade e o desenvolvimento do ensino.
4) auxiliar o corpo docente conferindo-lhe maior criatividade na aplicação das disciplinas, implementar técnicas de estudo, buscar a integração da escola com a comunidade.
5) organizar os métodos de ensino, sempre almejando inovar, formar grupos de professores competentes e motivados, tendo como conseqüência uma instituição de ensino moderna e referencial.
6) identificar áreas mais “fracas” ou com resultados pobres, entrando com medidas apropriadas para sanar tais problemas.
7) construir e qualificar equipes de ensino.
8) Orientar estudantes em processo de aprendizagem, utilizando-se de métodos psicológicos e pedagógicos.
9) Orientação vocacional, ou seja, orientar jovens na escolha da profissão
10) Desenvolver programas de treinamento empresarial em recursos humanos
11) Assessorar pedagogicamente em serviços de comunicação de massa (jornais, revistas, etc.) e difusão cultural ( museus, feiras)
12) Atuar no terceiro setor (ONG’S), na coordenação de programas em saúde, trânsito, meio-ambiente, etc.
Formação
O profissional que deseja ingressar como pedagogo na área de ensino, deverá cursar o ensino superior em Pedagogia, com duração de quatro anos. É recomendável na hora da escolha da instituição à cursar que seja de primeira linha, pois isso fará diferença no concorrido mercado de trabalho. Após esse período tem-se como opção as especializações em várias áreas como: Administração Escolar, Educação Especial e em Deficiência, Educação Escolar, Formação de Recursos em Educação Infantil e Especialização em Pedagogia Empresarial.
De olho no mercado de trabalho
Um bom pedagogo, que prima por qualificar continuamente o seu trabalho está atento às modificações no mercado de trabalho, nos métodos de ensino e avaliação de educadores e educandos, para isso , este profissional deverá buscar atualizar-se através de assinaturas de revistas especializadas, estudar novos métodos de ensino, buscar trabalhos já publicados, participação em seminários, congressos e palestras, enfim, estar sempre em estado de motivação, inovação e aquisição de conhecimento. Além disso, convém estar atento também à tecnologia da informação e na área de gerenciamento da educação continuada.
O mercado de trabalho para o pedagogo, assim como tantos outros não deixa de ser concorrido, porém há a possibilidade de atuar em empresas e instituições de ensino públicas ou privadas. Trata-se de um setor em expansão devido ao crescimento demográfico, e sendo assim muitas portas abrem-se constantemente em nível nacional.

O que é Gestão Democrática?

O que é Gestão Democrática?

A Gestão Democrática é uma forma de gerir uma instituição de maneira que possibilite a participação, transparência e democracia. Esse modelo de gestão, segundo Vieira (2005), representa um importante desafio na operacionalização das políticas de educação e no cotidiano da escola.

Contextualização

No Brasil, com a reabertura político-democrática, pós Ditadura Militar (1964 - 1985), a Constituição Federal de 1988 chegou para definir a “gestão democrática do ensino público, na forma da lei” como um de seus princípios (Art. 2006, Inciso VI). Alguns anos mais tarde, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) de 1996, vem reforçar esse princípio, acrescentando apenas “e a legislação do sistema de ensino” (Art. 3º, Inc. VIII). A partir de então, o tema se tornou um dos mais discutidos entre os estudiosos da área educacional.

Detalhamento na LDB

A LDB, em seus artigos 14 e 15, apresentam as seguintes determinações, no tocante à gestão democrática:
Art. 14 - Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios:
I. Participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola;
II. Participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes.
Art. 15 - Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de educação básica que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeira, observadas as normas de direito financeiro público.
Estes artigos da LDB, acima citados, dispõem que a “gestão democrática do ensino público na educação básica aos sistemas de ensino, oferece ampla autonomia às unidades federadas para definirem em sintonia com suas especificidades formas de operacionalização da gestão, com a participação dos profissionais da educação envolvidos e de toda a comunidade escolar e local” (VIEIRA, 2005).

Elementos Básicos

Os elementos básicos da Gestão Democrática podem se apresentar de várias maneiras, na esfera escolar, as principais são: na constituição e atuação do Conselho escolar; na elaboração do Projeto Político Pedagógico, de modo coletivo e participativo; na definição e fiscalização da verba da escola pela comunidade escolar; na divulgação e transparência na prestação de contas; na avaliação institucional da escola, professores, dirigentes, estudantes, equipe técnica; na eleição direta para diretor(a);
A preocupação em proporcionar uma gestão democrática na escola surgiu com a Constituição Federal de 1988, com o processo de descentralização da gestão escolar e posteriormente, com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) de 1996 é que serão fixadas as incumbências dos estabelecimentos de ensino, essas que em seu artigo 12 irão propor a elaboração e execução da proposta pedagógica e no artigo 15 uma ampliação progressiva da autonomia pedagógica, administrativa e de gestão financeira da escola.
No contexto atual essa proposta está presente em praticamente todos os discursos da reforma educacional no que se refere à gestão. A legislação é um mecanismo regulador da gestão democrática, na medida em que impõem critérios de participação aos segmentos organizados da comunidade escolar.
A gestão democrática desencadeia uma participação social nas tomadas de decisões; na destinação e fiscalização dos recursos financeiros e nas necessidades de investimento; na execução das deliberações coletivas; e nos processos de avaliação da escola.
O diretor desempenha um papel fundamental na gestão democrática, pois ele pode dificultar ou facilitar a implantação de procedimentos participativos. De acordo com Luck (2001), em algumas gestões escolares participativa, os diretores dedicam uma grande parte do tempo na capacitação de profissionais, no desenvolvimento de um sistema de acompanhamento escolar e em experiências pedagógicas baseadas na reflexão-ação.
Atualmente, as escolas necessitam de gestores capazes de trabalhar e facilitar a resolução de problemas em grupo, que exerça um trabalho de equipe com os professores e colegas, ajudando-os a identificar suas necessidades de capacitação, para que possam adquirir as habilidades necessárias para a uma formação de qualidade. Devem ser capazes de ouvir o que os outros têm a dizer, delegando autoridade e dividindo o poder.
É ao diretor que todos os componentes da equipe levam suas idéias, seus desejos e seus problemas, daí a necessidade de ser uma pessoa aberta ao diálogo, firme, calma, capaz de encorajar nas horas de desânimo e de estimular nos momentos de entusiasmo, porém com prudência.
Para que se tenha, de fato, uma gestão participativa, a comunidade deve estar comprometida com a proposta da escola, pois poderão estimular o gestor no desenvolvimento de um melhor processo de aprendizagem, o encorajando a enfrentar os desafios cotidianos com esperança e persistência, tornando a escola num lugar prazeroso. Dessa forma, todos os atores da instituição serão capazes de desenvolver o gosto pelo conhecimento e aprendizagem.
Conforme Luck (2001), os diretores participativos baseiam-se no conceito da autoridade compartilhada, cujo poder é delegado aos representantes da comunidade escolar e as responsabilidades são assumidas por todos.
Ao falarmos em gestão democrática estamos propondo uma educação com um relevante valor social, ou seja, uma escola construída a partir de uma ação coletiva, cujo objetivo maior é formar cidadãos responsáveis e honestos.
Referências Bibliográficas:
BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação a Distância. Salto para o Futuro: Construindo uma escola cidadã, projeto político-pedagógico. Brasília: SEED, 1998. ISBN
DRABACH, Neila Pedrotti; MOUSQUER, Maria Elizabete Londero. Dos primeiros escritos sobre administração escolar no Brasil aos escritos sobre gestão escolar: mudanças e continuidades. Currículos sem fronteiras. V. 9, n. 2, p. 258 – 285, jul./dez. 2009. Disponível em: < http://www.curriculosemfronteiras.org/vol9iss2articles/drabach-mousquer.pdf> Acesso em: 02 mar. 2010.
VIEIRA, Sofia Lerche. Educação básica: política e gestão da escola. Fortaleza: Liber Livro, 2008, p. 172 - 214 (Coleção formar)
VIEIRA, Sofia Lerche. Educação e gestão: extraindo significados da base legal. In. CEARÁ. SEDUC. Novos Paradigmas de gestão escolar. Fortaleza: Edições SEDUC, 2005, p. 7 – 20.
Wikipedia. Gestão Democrática. Disponível em <http://pt.wikipedia.org/wiki/Gestão_democrática>. Acessado em: 3 Mar 2010.
http://www.santoandre.sp.gov.br/pop_up_noticia.asp?cod=2812

O QUE É APRENDIZAGEM?


O QUE É APRENDIZAGEM

É fato que a aprendizagem inicia-se com a capacidade de identificação de objetos, símbolos e sons e prossegue, imediatamente, com o desenvolvimento da linguagem.
Segundo Pollack (1997):
“Pelo menos alguns dos genes humanos que participam da criação da linguagem devem ser ativos na formação e no funcionamento de um pequeno setor do cérebro humano batizado em homenagem ao cientista Paul Broca; as estruturas dessa região estão intimamente relacionadas à capacidade de falar e compreender um idioma, e próximas de estruturas responsáveis pelos movimentos repetitivos de braços e dedos.” (Pág. 155)
A partir do mecanismo mencionado por Pollack, pessoas que não conseguem se comunicar através da linguagem falada desenvolvem a capacidade de comunicação através de gestos. O alfabeto dos surdos-mudos é uma segunda maneira de promover a comunicação nesta categoria de pessoas. Por outro lado, uma lesão na região de Broca1 pode fazer com que ambas as capacidades sejam atingidas e, conseqüentemente, destrua o mecanismo de comunicação do afetado.
A importância dos neurônios-espelho é tal que o renomado especialista em anomalias cerebrais Vilayanur Ramachandran (Centro de Pesquisas Cerebrais e Cognitivas da Universidade da Califórnia) atribui que a falha desse sistema está relacionada diretamente à origem de alguns sintomas principais do autismo (como os relacionados à interação social).
Voltando à questão da linguagem, esse desenvolvimento através do aprendizado do idioma visa a alcançar o conhecimento da cultura na qual cada um de nós está inserido e, dessa maneira, sistematizar o processo formal de aprendizagem.
A compreensão e interiorização da cultura em que cada um está inserido é o pressuposto fundamental da aprendizagem. De acordo com Vygotsky (1978), todas as funções psicológicas superiores são geradas na cultura da nossa aprendizagem e respondem não só a um desenho genético, mas principalmente a um desenho cultural.  Assim, em observação ao nosso sistema orgânico e psíquico, somos “projetados” para captarmos de forma rápida, clara e concisa as informações acerca da nossa cultura, bem como seus usos e costumes.
No entanto, cada ser humano é uno e portador de experiências pessoais únicas; isto, por sua vez, torna a aprendizagem um processo único e diferenciado para cada indivíduo. Contudo todos possuem esquemas gerais de aprendizagem (sistema orgânico), que é a base de trabalho das Escolas e Academias.
Com um olhar atento sobre a estrutura e a evolução das espécies animais, percebe-se que, à medida que ascende-se na escala evolutiva, mais complexas vão se tornando as experiências dos indivíduos com o meio onde estão inseridos, sendo exclusivamente do ser humano as capacidades de simbolização e conceituação (a aprendizagem propriamente dita).
Esse processo de aprendizagem acontece a partir de experiências que podem ser organizadas em cinco níveis de crescentes graus de complexidade organizados segundo um caráter hierárquico de acordo com o diagrama abaixo:
Hierarquia dos processos de aprendizagem
A possibilidade da vivência de cada uma destas experiências está relacionada à vivência do nível anterior, revelando-se, assim, seu caráter hierárquico.
Podemos, de forma grosseira, entender o cérebro como um circuito elétrico bastante complexo que age de forma independente, mas harmônica, entre todas as suas regiões bem como com os órgãos e ações relacionados. Essa independência e harmonia é que criam, nos seres humanos, as hierarquias destacadas anteriormente e, consubstanciadamente, a capacidade de aprendizado e associação entre categorias de conhecimento que possuímos enquanto seres pensantes.
A relação anteriormente citada acontece inicialmente nos neurônios naturais, onde a capacidade de processamento (recepção e interpretação de informações) supostamente reside nas características eletro-químicas das ligações entre eles, ou sinapses. Desta forma, os neurônios naturais realizam um processo dinâmico de processamento dos impulsos de entrada e, dependendo se o resultado é excitatório ou inibitório, libertam um impulso de saída. Resumidamente: captação e interpretação da informação tendo como resultado uma resposta (no caso, a aprendizagem).
A aprendizagem baseia-se em hierarquia de experiências. Dá-se em espiral dialética, com funções superpostas e interligadas que serão definidas a seguir segundo a concepção de Fernandèz (1991).

SENSAÇÃO

É o nível mais primitivo do comportamento, referindo-se unicamente à ativação de estruturas sensoriais. É a partir das sensações que o indivíduo pode perceber o mundo que o cerca. Esse mecanismo é ativado a partir dos cinco sentidos: visão, audição, olfato, tato e paladar. Cada sentido desenvolve-se de acordo com a idade mental de cada indivíduo, bem como sua estrutura cerebral. Setores diferenciados do cérebro controlam cada sensação dependente de cada órgão e retornam a resposta adequada a cada sensação.

PERCEPÇÃO

Constitui-se na tomada de consciência relativa a sensações em progresso (interpretação do estímulo e preparação de resposta). A eficiência da percepção depende de que o aparato neurológico seja capaz de converter, adequadamente, as sensações em impulsos elétricos. Apesar de ser um comportamento neurologicamente superior à sensação, do ponto de vista psicológico é, ainda, extremamente rudimentar. No entanto, é baseado na percepção que o indivíduo irá formar imagens.

FORMAÇÃO DE IMAGENS

Refere-se a sensações ou informações já recebidas e percebidas (interpretadas). Está relacionada aos processos de memória já que corresponde a um registro de aspectos das experiências vividas, ainda que a elas não se associem palavras (aspectos não verbais). As imagens formadas não se restringem apenas ao nível visual; são registros de percepções oriundas de quaisquer dos órgãos dos sentidos. Incluem-se, aqui, além das imagens do cotidiano, os sons sociais não verbais (ruídos de automóveis e máquinas, vozes de animais, etc), odores característicos de diversas coisas, os sabores típicos dos diferentes alimentos, texturas de objetos, assim como também a percepção social, ou seja, expressões faciais e corporais percebidas em várias situações. Em situações de trauma ocasionado em qualquer fase de aprendizagem, a imagem é aquela que sempre irá se apresentar em momentos críticos que relembrem o trauma sofrido. O conhecimento popular é muito claro a esse respeito: gato escaldado...

SIMBOLIZAÇÃO

Habilidade descrita como exclusiva da espécie humana e que corresponde à capacidade de representar uma experiência de forma verbal ou não verbal. As simbolizações não verbais verificam-se através de símbolos visuais ou auditivos, em manifestações artísticas, musicais, religiosas e patrióticas. Incluem-se nesta categoria as capacidades de avaliar e recordar situações, emitindo julgamentos do tipo: perto – longe – grande – pequeno – alto – baixo – cheio – vazio – depressa – devagar, etc. As simbolizações verbais estão relacionadas a palavras. O ser humano apresenta três sistemas verbais: falado, escrito e lido. Tanto na história da espécie como no desenvolvimento de cada indivíduo, o primeiro destes sistemas a se instalar é o falado. Uma das prováveis razões para esse fato deve ser a facilidade de aquisição deste sistema, visto que está relacionado à audição, não podendo ser “desligado” nem necessitando de uma atenção direcionada, como acontece com a visualização. Além disso, a maturidade psiconeurológica aqui exigida é menor do que nos sistemas lido e escrito. Essas considerações nos levam a compreender porque a língua falada ocupa posição de destaque em nossas vidas, predominando não apenas na infância.
No entanto, a linguagem escrita vai assumir um papel fundamental no processo de interação de cada ser com outras informações (Ferreiro, 1979). Ao começar a se dar conta das características formais da escrita, a criança constrói duas hipóteses que vão acompanhá-la por algum tempo, durante o processo de alfabetização: Primeiro: é preciso um número mínimo de letras – entre duas e quatro – para que esteja escrito alguma coisa. Segundo: é preciso um mínimo de variedades de caracteres para que uma série de letras “sirva” para ler.
Algumas modificações relativas a estes sistemas verbais podem ser observadas em circunstâncias especiais, como a linguagem de sinais utilizada pelos surdos (libras) ou o Braille, código de escrita utilizado pelos cegos. A conquista da habilidade de simbolizar abre caminho para o domínio da conceituação.

CONCEITUAÇÃO

Complexo processo mental que envolve capacidades de abstração, classificação e categorização. É preciso observar que conceituar e abstrair não são sinônimos. A abstração contrapõe-se à concretização, pressupondo um maior grau de distanciamento em relação a uma circunstância observável. Ainda assim, a experiência abstraída pode ser e em algum momento certamente foi observada. No entanto para conceituar, também é necessário classificar e categorizar.
Notas:
1: Importante lembrar que a área de Broca é parte de uma estrutura essencial à aprendizagem: o sistema dos neurônios-espelho. Em síntese, segundo o neuro-cientista Giacomo Rizzolatti (Universidade de Parma na Itália), este sistema fornece ao cérebro uma experiência direta, isto é, a compreensão dos atos, intenções e emoções de outra pessoa. Podem ser responsáveis também pela capacidade de imitar a ação de outra pessoa e, assim, de aprender, fazendo do mecanismo do espelho uma ponte intercerebral de comunicação e conexão de muitos níveis.
Fontes:
SOARES, Dulce Consuelo R. O Cérebro x Aprendizagem. Disponível em http://www.profala.com/arteducesp67.htm
FERREIRO, E.; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Buenos Aires. Art Méd: 1979
FERNÀNDEZ, A. A Inteligência Aprisionada – abordagem psicopedagógica clínica da criança e sua família. Porto Alegre. Art Med, 1991.
PIAGET, Jean. Biologia e Conhecimento. 2ª Ed. Vozes : Petrópolis, 1970.
POLLACK, Robert. Signos da vida. A linguagem e os significados do ADN. Rio de Janeiro: Rocco, 1997.
VYGOTSKY, L. A Formação Social da Mente; [organizadores Michael Cole... [et all; tradução José Cipolla Neto, Luís Silveira Menna Barreto, Solange Castro Afeche] – 5ª edição São Paulo: Martins Fontes, 1978.

Aprendizagem Significativa com base em Perrenoud

Aprendizagem Significativa com base em Perrenoud
              
Este artigo traz discussões teóricas a cerca de uma articulação entre uma Teoria Educacional de Piaget e uma Teoria Científica de Kuhn, com consolidação nas proposições metodológicas de Perrenoud, avaliando seus resultados sob a perspectiva da prática docente. Assim, uma vez que se compreenda conceitos dessa natureza, obtém-se ferramentas para gradativa promoção de uma aprendizagem significativa que coloque o aluno na posição de protagonista de seu processo de construção do conhecimento.
Este autor (Perrenoud) propõe uma construção curricular formatada por Habilidades e Competências, “como ponto de partida para a atuação pedagógica do professor” (Perrenoud, 1999). Tal ação visa articular a realidade sócio-contextual do educando com as atividades propostas, e a partir dela desenvolver atitudes que integrem os conteúdos trabalhados em sala de aula. Dessa forma, Perrenoud define competência como “um conjunto de ações-proposições capazes de associar a realidade do fazer com a realidade do conhecer” (Perrenoud, 1995).
            Essa proposição pode articular-se ao terceiro e quarto estágios de desenvolvimento cognitivo propostos por Piaget, quando considera a perspectiva de partir-se de algo concreto e moderadamente se desenvolver correlações associativas, e também pode articular-se às concepções de mudança de paradigmas científicos de Kuhn, quando prioriza a construção individual do conhecimento e considera o científico como não exato e passível de aprimoramentos.
Um currículo estruturado em Habilidades e Competências pode resgatar aspectos educacionais de extrema importância, como a interdisciplinaridade concreta, a adequação das temáticas trabalhadas à realidade contextual do educando, a consideração do conhecimento prévio deste educando como ponto de partida do processo de aprendizagem, atividades experimentais como meio de estimulação da aprendizagem e desenvolvimento conceitual e ainda noções de cidadania, quando este educando passa a compreender as informações científicas divulgadas como meio de um processo contínuo e transitivo. E ainda, um currículo estruturado em Habilidades e Competências pode também resgatar a identidade sócio-contextual de educandos e educadores à unidade de ensino na qual estão inseridos, uma vez que oferece maior autonomia para sua operacionalização.
                 Os fatores apresentados – (1) interdisciplinaridade concreta, (2) realidade contextual do aluno, (3) conhecimento prévio do aluno, (4) atividades experimentais e (5) noções de cidadania, podem ser compreendidos como aspectos básicos de uma Aprendizagem Significativa, com base nas proposições de Perrenoud. E, ainda de acordo com esse autor, está o ensino por Habilidades e Competências mais próximos dessa consolidação, uma vez que este permite que o educando torne-se o protagonista de seu próprio processo de aprendizagem, sob orientação atenta do professor.
Referências:                                                        
PERRENOUD, P. Construir as competências desde a escola. Editora Artmed: Porto Alegre, 1999.

A EDUCAÇÃO ESPECIAL

EDUCAÇÃO ESPECIAL
Segundo o art. 58 da Lei de diretrizes e bases da educação nacional, nº  9394 de 20 de dezembro de 1996; “entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de Educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais.
Os objetivos da educação especial são os mesmos da educação em geral, o que difere é o atendimento, que passa ser de acordo com as diferenças individuais do educando.
Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas - ONU, as pessoas portadoras de deficiências representam 10% da população mundial. Esse percentual pode ser mais elevado quando se trata de países, como o Brasil, onde as condições socioeconômicas da população são precárias.
Existem três categorias na educação especial:
Na categoria dos dependentes, estão aqueles atendidos somente em clínicas, pois, dependem totalmente de serviços necessários para sua total sobrevivência, não conseguem ter hábitos higiênicos, não conseguem se vestir, necessitando de um acompanhamento de 24 horas.
Na categoria dos treináveis, estão aqueles que frequentam escolas especiais, eles já conseguem se defender dos perigos, repartir e respeitar os outros, já adquirem hábitos rotineiros de higiene, necessitando somente de ajuda e supervisão. E na maioria dos casos, o retardo é identificado nos primeiros anos de vida.
Na categoria dos educáveis, estão aqueles que frequentam classes especiais, esses já possuem vocabulário suficiente para a vida diária, e habilidade de adaptação pessoal e social, geralmente essas crianças atingem na fase adulta, uma idade de desenvolvimento mental entre sete e doze anos.
A inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais, em classes comuns, exige que a escola regular se organize de forma a oferecer possibilidades objetivas de aprendizagem a todos os alunos, especialmente àqueles portadores de deficiências.
Referências bibliográficas:
http://portal.mec.gov.br
SIMÃO, Antoniette & SIMÂO, Flavia. Inclusão: Educação Especial – educação essencial. São Paulo: Livro pronto, 2004.